28 de novembro

GDF - Administrações Regionais
16/08/19 às 12h25 - Atualizado em 16/08/19 às 14h39

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APÓS CASOS DETECTADOS EM SÃO PAULO
DF AUMENTA VIGILÂNCIA AO SARAMPO
ADMINISTRADOR HELIO AVEIRO SOLICITA VACINAS CONTRA
O SARAMPO E RUBEOLA NA FEIRA DOS IMPORTADOS
 

O administrador HELIO AVEIRO, preocupado com a questão da saúde, solicitou à secretaria de Saúde que intensificasse às vacinas no setor se indústria e abastecimento – SIA.

Desde quarta-feira, 14/08/2019, na feira dos importados foram vacinadas inúmeras pessoas com as vacinas DUPLA VIRAL ( SARAMPO E RUBÉOLA ).

Segundo a secretaria de saúde, esta dose não pode ser considerada como dose da vacina tríplice viral. Portanto, se o cidadão(a) até 29 anos tomou uma dose da dupla viral e uma dose da tríplice viral, deve: ADMINISTRAR UMA DOSE DA TRÍPLICE VIRAL, e o cidadão(a) de 30 a 49 anos que só tiver registro da dupla viral, deve: ADMINISTRAR UMA DOSE DA TRÍPLICE.

  • 01 aos 29 anos: 2 doses
  • 30 aos 49 anos: 1 dose
  • Maiores de 50 anos não precisa
 
O ressurgimento do sarampo no Brasil, especialmente em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Bahia), fez a vigilância à doença aumentar no Distrito Federal. Por aqui nenhum caso foi confirmado. Porém, no último final de semana, cinco casos entraram em investigação, todos eles relacionados a São Paulo.
 
A investigação preliminar ocorre, preferencialmente, 48 horas após a notificação. Ela é realizada pela equipe de saúde das regiões de referência da respectiva unidade de notificação, com entrevista dos suspeitos de contração e de seus contatos, e coleta de exames laboratoriais.
 
A resposta sai entre sete e 60 dias, dependendo do diagnóstico inicial. Ou seja, em caso de resultado positivo, uma nova amostra é enviada a um laboratório de referência do Ministério da Saúde.
 
“Alertamos, mais uma vez, para a necessidade de a população manter sua situação vacinal atualizada. Lembrando que a vacina contra o sarampo se encontra disponível nas unidades básicas de saúde”, recomenda a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar, Renata Brandão.

Segundo ela, o sarampo é uma doença contagiosa, de alta transmissibilidade e pode alcançar adultos e crianças. Com risco de complicações graves e até de evolução para óbito, reforça a gerente.

Sintomas
Renata explica que é suspeito de ter sarampo todo indivíduo que apresenta febre e manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e da situação vacinal.
 
“ Caso a pessoa possua esses sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar ao profissional sobre os sintomas e/ou se teve contato com algum caso suspeito. Devido à doença ser altamente contagiosa – estima-se que uma pessoa doente transmita o vírus para outras 18 –, recomenda-se que os casos suspeitos evitem deslocamentos desnecessários ”, alerta.
 
Esquema
Todas as salas de vacina do DF estão preparadas para fazer a imunização. A tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) é aplicada aos 12 meses de vida. A tetra viral, que protege também contra a varicela, é aplicada aos 15 meses.
 
As pessoas com idade entre um ano e 29 anos e que não foram vacinadas anteriormente, ou que não têm como comprovar se já foram imunizadas, recebem duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Quem tem entre 30 a 49 anos recebe apenas uma dose.
 
Pessoas maiores de 50 anos não precisam se vacinar. Todos os profissionais de saúde, independentemente da idade, devem receber as duas doses da tríplice viral.
 
“ Se a pessoa já tiver recebido as duas doses da vacina tríplice viral, ou uma dose tríplice viral e uma da tetra viral, comprovadamente no cartão de vacinação, não precisa tomar mais nenhuma dose ”, observa Renata. Ela recomenda que toda a população esteja com sua situação vacinal atualizada. Isso pode ser verificado pela análise do cartão ou caderneta de vacina.
 
Renata destaca ainda que devem ser imunizadas o quanto antes as pessoas que estejam em contato direto com possíveis transmissores do vírus, como profissionais de saúde, funcionários do setor hoteleiro e do turismo em geral, trabalhadores de empresas de transportes aéreos e terrestres, entre outros. “Aqueles que irão viajar para os estados com mais casos da doença devem tomar a vacina 15 dias antes”, complementa.
 
Se for identificado algum viajante com os sintomas da doença, é necessário reportar o caso ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF (Cievs). Os contatos são feitos pelo e-mail cievsdf@gmail.com ou pelos telefones 99221-9439 e 2017-1145 (neste caso, pelo ramal 8323).
 
Ainda, moradores do Distrito Federal que não tomaram todas as vacinas preconizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da sua residência para atualizar o cartão de vacina. A administração das doses é essencial para manter a população protegida contra diversas doenças, em especial o sarampo, no contexto em que o número de casos tem crescido em diversos locais do país.
 
No Distrito Federal não há registros de pessoas com sarampo, de modo que o panorama é de total controle. No entanto, por precaução e com o objetivo de aumentar a quantidade de indivíduos protegidos, a pasta convoca a população a procurar uma UBS para verificar se está imunizada ou não.
 
“ Não é uma campanha. A vacina está disponível em todas as salas de vacina da rede pública do DF. Qualquer pessoa pode ir, com o cartão de vacinas ou não, para tomar a dose. O profissional de saúde vai avaliar a necessidade da dose. Porém, se a pessoa já tiver tomado a vacina, mas não sabe, e repetir, mal não fará ”, explica Rosa Mossri, enfermeira da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde.
 
As vacinas são grandes aliadas na defesa do organismo contra vírus e bactérias. No caso do sarampo, a dose necessária para prevenção é a da tríplice viral, que ainda protege contra caxumba e rubéola.
 
A cobertura vacinal de tríplice viral, no DF, de janeiro a junho, foi de 84,4%. A da tetra viral, de 83%. Os últimos casos de sarampo no DF foram registrados em 1999. Nos anos de 2011, 2013 e 2018 foram confirmados casos importados, um em cada ano.
 
Conforme levantamento realizado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde, de janeiro a julho de 2019 foram investigados cerca de 30 casos suspeitos de sarampo no DF, mas nenhum foi confirmado.
 
“ Como temos notícia de casos em outras regiões, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, estamos fazendo um trabalho de prevenção. Estamos atuando a vigilância com os viajantes, com processo pedagógico nos aeroportos, hotéis, com material explicando sintomas e como proceder em caso de suspeita da doença ”, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde, Divino Valero.
 
Sarampo
Trata-se de uma doença viral, extremamente contagiosa, transmitida por meio de fala, tosse e espirro. Ela se caracteriza, principalmente, por febre alta (acima de 38,5°C), exantema (manchas) generalizado, tosse, coriza e conjuntivite.
 
Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. Complicações infecciosas agravam a doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças com menos de cinco anos de idade.
 
Em 2018 o Brasil perdeu o certificado de país livre da circulação do vírus do sarampo, documento concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Atualmente, há vírus circulando em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.
 
Esquema vacinal
De 1 a 29 anos: duas doses; de 30 a 49 anos: uma dose; maior de 50 anos: não vacinar; profissionais de saúde: independentemente da idade, administrar duas doses, conforme a situação vacinal encontrada, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
 
Atualização
Na dúvida sobre qual vacina foi administrada, ao analisar a caderneta de vacinação (dupla viral, tríplice viral, tetra viral ou sarampo monovalente), pela impossibilidade de decifrar a dose administrada ou pela falta de registro da dose administrada, orienta-se administrar dose de tríplice viral conforme a idade do indivíduo.

Em muitos casos, especialmente de cadernetas de vacinação da década de 1990, aparece o registro da dose no campo “contra sarampo”, sem especificação sobre qual vacina foi administrada. Nestes casos, em que não há certeza sobre se foi administrada a vacina tríplice viral ou a tetra viral, o correto é administrar a tríplice viral, conforme a idade do indivíduo.

Em 1992 foi realizada uma campanha de vacinação contra sarampo, com a vacina sarampo monovalente. Esta dose não deve ser considerada, nem substitui a tríplice viral, caso em que se deve administrar a dose da tríplice viral, conforme a idade do indivíduo.

Em 2008 foi realizada uma grande campanha de vacinação com a vacina dupla viral (sarampo e rubéola). Esta dose não pode ser considerada como dose da vacina tríplice viral. Portanto, se o indivíduo até 29 anos tiver uma dose de dupla viral e uma dose de tríplice viral, administrar uma dose de tríplice viral. No indivíduo de 30 a 49 anos que só tiver registro da dupla viral, administrar uma dose de tríplice viral.​

Mais informações:
CENTRO DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE DA SECRETARIA DE SAÚDE DO DF (CIEVS)
CONTATOS:
E-MAIL: cievsdf@gmail.com 
TELEFONES: 99221-9439 e 2017-1145 – RAMAL 8323
 
POSTOS DE VACINAÇÃO
 
FOTOS:
 
ADMINISTRADOR HELIO AVEIRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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